sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Escola e Deficiencia auditiva, legislação e realidade

Deficiência auditiva

REFLEXÃO
Em síntese, a história dos Surdos, contada pelos não-Surdos, é mais ou
menos assim: primeiramente os Surdos foram “descobertos” pelos
ouvintes, depois eles foram isolados da sociedade para serem “educados”
e afinal conseguirem ser como os ouvintes; quando não mais se pôde
isolá-los, porque eles começaram a formar grupos que se fortaleciam,
tentou-se dispersá-los, para que não criassem guetos. ( SÁ, 2004, p.3)

“b) deficiência auditiva: perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz;”

Decreto n° 5296, de 02 de dezembro de 2004
Regulamenta as Leis n°s 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos
para a promoção da acessibilidade
Este decreto também regulamenta atendimento especifico a deficiência, implementação ambiental e urbanística, acessibilidade e outros, que nenhum órgão hoje esta completamente adaptado, muito menos nossas escolas, como já relatei em alguns fóruns, tive alunos não ouvintes em que estes direitos foram totalmente ignorados, ate por nos professores, não por descuido mas por falta de informação, orientação e treinamento.

LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996.
Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o
saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
VII - valorização do profissional da educação escolar;
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas
de ensino;
IX - garantia de padrão de qualidade;
X - valorização da experiência extra-escolar;
XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.

Destaquei aqui o parágrafo que fala da igualdade, que não acontece nem com os alunos de diferentes culturas, ou faixa social imaginem com deficiência auditiva.

Faltou destacar que dar igualdade não é só colocar avisos, ou letreiros, pois a linguagem corporal, ou de Libras não é uma tradução literal da nossa língua falada, muito menos da escrita pois elas são compostas pelos níveis lingüísticos: o fonológico, o morfológico, o sintático e o semântico. Logo é uma lingua, tal qual o francês, o inglês. Me formei em 2000 em licenciatura plena em química, nunca tive uma aula na faculdade sobre deficiencias, se para os jovens a linguagem da química é muito complicada, imaginem, um francês querendo ensinar javanês para um chinês?!Pois é assim que eu me sinto, falo um linguagem, tenho que ensinar uma outra para um publico que nao me entende....SOCORRO!!!!!!!!!!!


Referências

http://www.libras.org.br/libras.php
http://www.mec.gov.br/seesp/diretrizes1.shtm
http://www.mec.gov.br/seesp/legislacao.shtm

domingo, 31 de janeiro de 2010

adoro química, você não?!

"O uso de extratos e óleos essenciais na indústria de cosméticos e, em particular, no ramo de perfumes remonta à Antigüidade. Na China, na Índia e no Oriente Médio, as plantas aromáticas, os óleos, as águas perfumadas e preparações cosméticas eram utilizadas na cozinha, cosmética, na medicina e nas práticas religiosas.

Com o desenvolvimento da química orgânica no final do século XIX, começa-se a desvendar a composição química dos óleos e dos extratos naturais. Como resultado destas pesquisas, a indústria de perfumes passou de 500 a mais de 1000 fragrâncias sintetizados.
O desafio na continuidade da sintetização de novos perfumes consistia na volatibilidade do odor que se modificava quando do corte ou transporte das plantas. Nos anos 70, os métodos de análise instrumental (cromatografia e espectrometria) permitiam captar as fragrâncias de plantas cortadas, reproduzindo sinteticamente sua composição.

Componentes dos óleos essenciais de maior consumo

- Pineno (Rosmarinus officinalis) alecrim
 - Mirceno (Pinus spp) pinus
- Mentol (Mentha spp) hortelã
- Geraniol (Rosa spp) rosa
- Eucaliptol (Eucalyptus spp) eucalipto
- Anetol (Pimpinella anisum) anis
- Funchol (Foeniculum vulgare) funcho
- Salicilato (Polygala sp e Smilax sp) salsaparrilha
de metilha
- Carquejol (Baccharis trimera) carqueja
- Terpineol (Origanum majorana) manjerona
- Ascaridol (Cchenopodium ambrosioides) erva-de-santa-maria
- Cariofileno (Lippia alba) erva-cidreira-brasileira
- Citral (Cymbopogon citratus) capim-limão
- Citronelal (Melissa officinalis) erva-cidreira
- Benzaldeído (Prunus sp) pessegueiro
- Pulegona (Mentha pulegium e poejo
Cunila microcephala) poejo
- Tujona (Artemisia absinthium) losna
- Cânfora (Cinnamomum camphora ecanforeira
Artemisia camphorata) cânfora-de-jardim
- Borneol (Salvia officinalis) sálvia
- Timol (Thymus vulgaris) tomilho
- Linalol (Ocimum basilicum) alfavaca
- Eugenol (Syzygium aromaticum) cravo-da-índia
- Safrol (Ocotea odorata) canela-sassafrás
- Camazuleno (Achillea millefoliumm e pronto-alívio
Matricaria chamomilla) camomila
- Barbatol (Coleus barbatus) boldo-do-reino


A expansão da indústria de cosméticos natural tem resultado em fortes questionamento nos países detentores da biodiversidade sob dois distintos aspectos. O primeiro está associado aos ecologistas e protetores do meio ambiente que questionam os impactos do extrativismo comercial sobre a floresta e sobre as populações tradicionais. O uso de insumos naturais tanto para as empresas de cosméticos tradicionais ou para aquelas especializadas em produtos naturais tem por limite a escala da coleta e a sustentabilidade da floresta. Na grande maioria dos casos, a indústria busca novos cultivares que garantam a escala de produção dos insumos."

extraído http://www.genamaz.org.br/estudcosmetico01.html

agora vai dizer que você odeia química????